O amor que Deus detesta

1 João 2.15-17

15 Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo.

17 Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.

                Conta-se que um grupo de alunos da primeira série havia acabado de completar um tour pelo hospital, e a enfermeira que monitorava a visita quis saber se alguém tinha alguma pergunta.

– Por que as pessoas que trabalham aqui estão sempre lavando as mãos? – perguntou um garotinho.

Depois que todos pararam de rir, a enfermeira deu uma resposta sábia.

– Eles “estão sempre lavando as mãos” por dois motivos. Primeiro, amam a saúde e, segundo, detestam micróbios.

                Em nossas vidas, amar e detestar andam juntos em diversas áreas. Por exemplo, se você ama alguém, detestará qualquer coisa que possa fazer mal a este alguém. Em Rm 12.9, Paulo assim afirmou: “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-se ao bem”.

                Esta é uma carta em que somos lembrados sobre o amor e de nossa missão de amar. Mas devemos praticar o tipo certo de amor, que envolve Deus e aquilo que Deus ama.

                Nestes versos, João nos ensina sobre o tipo errado de amor, o amor que Deus detesta. E este amor que Deus detesta é o amor pelo mundo.

                Nesta passagem, a palavra mundo não se refere ao planeta, ou ao mundo como humanidade, mas se refere ao mundo como um sistema espiritual invisível e governado por Satanás, contrário a Deus e a Cristo, bem como à sua vontade e sua palavra.

                Segundo nosso texto, o mundo pecaminoso, nos afasta de Deus. João afirma que “o amor do Pai não está” naquela pessoa que ama o mundo, porque suas práticas serão sempre em desobediência à vontade santa de Deus.

                O texto nos fala de 3 iscas com as quais o mundo trabalha para nos afastar de Deus. A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida. Concupiscência significa desejo.

                Assim, o desejo da carne está relacionado à qualquer coisa que agrade à nossa natureza pecaminosa. Carne aqui não é o corpo, mas esta natureza pecaminosa que está em todo homem que não tem Jesus e que o atrapalha para as verdades espirituais. Infelizmente, mesmo estando em Cristo, ainda estamos nesta natureza velha. E temos que tomar cuidado para que a velha natureza seja dominada, para que a nova natureza, nascida em Cristo assuma o controle.

                Nossos desejos inicialmente são bons. A Fome, a sede, o sexo, são todos desejos bons dados por Deus. Não há pecado em comer, mas a gula é pecado. Não há pecador em saciar a sede, mas a bebedice é pecado. Quando o sexo é usado corretamente, no contexto do casamento, é uma dádiva preciosa de Deus, mas se for utilizado indevidamente é imoral.

                O mundo então apela para que você utilize seus apetites normais, dados por Deus, de forma anormal e não lícita.

                O desejo dos olhos são aqueles prazeres mais refinados, mais intelectuais, eles satisfazem a vista e a mente.

                No livro de Josué. Cap. 7. Temos a história de Acã, um soldado que ao ver as riquezas de Jericó se encantou. Os desejos de seus olhos o levaram à ruina, e também à ruina de todo exército na batalha seguinte. Devemos estudar, apreciar coisas belas, nos divertir, mas tomar sempre cuidado para nada disso coloque Deus de escanteio.

                A soberba da vida. Sim, esta última isca do mundo, se refere a um termo que os gregos utilizavam para descrever alguém importante que tentava impressionar os outros com a sua importância. Ela se refere por exemplo à ostentação. Querem comprar o que há de mais caro, apenas para mostrar que podem. Alguns até se endividam para manter as aparências. Há os que se corrompem. Longe do que pensa a psicologia de que ostentar coisas, ou o fazer qualquer coisa em busca de ser aceito pelos outros seja um transtorno ou uma doença, a Bíblia chama isto de pecado. É a soberba da vida.

                Quando o mundo domina a vida de um cristão, ele perde o amor pelo Pai, a igreja se torna um peso, a Bíblia fica chata, a oração se torna uma tarefa difícil, estar num culto ou numa reunião da igreja parece vazio e decepcionante. Mas o problema não está nos outros, seu coração é que se tornou mundano.

                João termina afirmando que o mundo passa, os desejos do mundo passam. Mas apenas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. E então, você vai amar aquilo que Deus detesta? Quem ama a Deus, não ama mais o mundo. Pense nisso.

DESAFIO DE HOJE: Ore a Deus, e se ele te fala ao coração e te mostra alguma área em que o mundo tem te dominado, arrependa-se. Confesse seu erro e desfrute de seu perdão. Assuma o compromisso de amar ao Senhor. Quem ama o Senhor, não ama o que Deus detesta, mas faz tudo para agradá-lo. Que Deus lhe conceda vitória contra os desejos mundanos, para que você faça a vontade de Deus e permaneça para sempre em sua presença. Deus nos abençoe. Amém.

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