Marcos 15.21-32 REVELAÇÕES DO AMOR DE DEUS NA CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO

REVELAÇÕES DO AMOR DE DEUS NA CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO

Pr. Joaquim José da Costa Dias

Marcos 15.21-32

21 Certo homem de Cirene, chamado Simão, pai de Alexandre e de Rufo, passava por ali, chegando do campo. Eles o forçaram a carregar a cruz.

22 Levaram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer Lugar da Caveira.

23 Então lhe deram vinho misturado com mirra, mas ele não o bebeu.

24 E o crucificaram. Dividindo as roupas dele, tiraram sortes para saber com o que cada um iria ficar.

25 Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.

26 E assim estava escrito na acusação contra ele: O REI DOS JUDEUS.

27 Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda,

28 e cumpriu-se a Escritura que diz: “Ele foi contado entre os transgressores”.

29 Os que passavam lançavam-lhe insultos, balançando a cabeça e dizendo: “Ora, você que destrói o templo e o reedifica em três dias,

30 desça da cruz e salve-se a si mesmo! “

31 Da mesma forma, os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei zombavam dele entre si, dizendo: “Salvou os outros, mas não é capaz de salvar a si mesmo.

32 O Cristo, o Rei de Israel… Desça da cruz, para que o vejamos e creiamos! ” Os que foram crucificados com ele também o insultavam.

GRANDE IDEIA: A crucificação de Jesus é a prova de que o amor de Deus por você não tem limites.

 

INTRODUÇÃO:

                1979 foi o ano em que eu aceitei a Jesus como Senhor e Salvador de minha vida. Eu tinha 8 anos na ocasião. O pregador, Pastor Oséias Ramos de Farias, sugeriu que que os presentes personalizassem João 3.16, trocando a palavra mundo pelos seus nomes. Naquela hora, eu li João 3.16 da seguinte forma: “Por que Deus amou Joaquim de tal maneira, que deu o seu único filho, para que Joaquim que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna”. Naquela noite, eu compreendia que o amor de Deus era por mim e que a prova deste amor era Jesus na cruz. Tocado pela Palavra de Deus, dirigi-me até próximo daquele pregador, entregando minha vida a Jesus.

                Cristo crucificado é a maior prova do amor de Deus pela humanidade, ou seja, por mim e por você. Paulo afirmou que a cruz de Cristo é loucura para quem está perecendo em seus pecados, os que são incrédulos, mas para aqueles que creem, esta mensagem é o poder de Deus. (1Co 1.18).

                Quando lemos sobre a crucificação de Jesus no Evangelho de Marcos, temos uma ideia da mensagem poderosa que isto nos traz e de quanto Deus nos amou em Cristo.

                Assim, convido você a refletir comigo nas lições que a crucificação de Jesus nos revela:

  1. 1.O AMOR DE DEUS NA CRUCIFICAÇÃO NOS REVELA QUE O MÍNIMO CONTATO COM JESUS É SUFICIENTE PARA TRANSFORMAR UMA VIDA. (V.21)

21 Certo homem de Cirene, chamado Simão, pai de Alexandre e de Rufo, passava por ali, chegando do campo. Eles o forçaram a carregar a cruz.

                Simão era um homem desconhecido até este momento. Ele estava em Jerusalém para a festa da páscoa. Todo judeu deveria ir ao templo pelo menos uma vez na vida para a festa da páscoa. Talvez ele tivesse juntado dinheiro por anos a fio para participar da festa. Mas ao chegar na cidade, é obrigado por um soldado romano a carregar a cruz de um criminoso terrível, Jesus. Sim, a cruz era a pena de morte mais cruel já utilizada na história, reservada apenas para os piores criminosos. E Jesus estava contado entre estes.

                Marcos afirma que Simão era de Cirene. Cirene era uma cidade do norte da África. Talvez Simão tenha odiado esta missão. Mas o contato com Jesus Cristo, de alguma maneira mexeu com seu coração e transformou sua vida. Carregar a cruz de Jesus (que de tão espancado não tinha forças físicas para fazê-lo), colocou Simão próximo de Jesus. A experiência foi tão marcante, que mais tarde, descobrimos que seus filhos Rufo e Alexandre se converteram ao evangelho e a esposa de Simão se tornou como uma mãe para o apóstolo Paulo, conforme Romanos 16.13.

                Atos 13.1 fala de um Simão, chamado Níger, que era um dos líderes da igreja em Antioquia que enviaram Paulo e Barnabé para a obra missionária. Níger era o nome que se dava às pessoas de pele bronzeada que vinham da África. Existe a possibilidade de que este fosse o mesmo Simão que carregou a cruz de Jesus. E assim sendo, ele pode ter sido um dos responsáveis pelo evangelho ter chegado aos nossos dias, sendo pregado a povos de não-judeus.

                Um encontro apenas. Uma obrigação terrível. Carregar a cruz de Jesus. E este homem teve sua vida transformada para sempre, não somente a dele, mas a de toda sua família, para glória de Deus.

                Eu não tenho dúvidas que se você experimentar Jesus, ainda que seja um mínimo contato, você não será mais a mesma pessoa. Quem crê no Senhor Jesus, disse Paulo em Rm 10.11, não fica desiludido ou decepcionado. Deus amou você em Cristo. Crendo nele, você jamais ficará decepcionado.

  1. 2.O AMOR DE DEUS NA CRUCIFICAÇÃO NOS REVELA QUE JESUS ASSUMIU PARA SI A MALDIÇÃO QUE ERA NOSSA.

22 Levaram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer Lugar da Caveira.

23 Então lhe deram vinho misturado com mirra, mas ele não o bebeu.

24 E o crucificaram. Dividindo as roupas dele, tiraram sortes para saber com o que cada um iria ficar.

25 Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.     

                O mais terrível de todos os crimes foi a crucificação de Jesus. Judeus, gentios, religiosos e políticos se uniram para o condenarem à morte. Pedro denunciou as autoridades judaicas por matarem o Autor da vida (At 3.15) e o crucificarem por mãos de iníquos (At 2.23).

                O lugar da crucificação era chamado de Gólgota, que significa Lugar da Caveira. Naquele tempo, os criminosos condenados à morte de cruz não tinham o direito de um sepultamento digno. Muitos deles eram deixados apodrecendo na cruz. Talvez esse monte tenha recebido esse nome não apenas por causa da sua aparência de caveira, mas também, por causa do horror de ter sempre ali, corpos apodrecidos.

                Se a cruz era já terrível e considerada a pior pena de morte no meio dos gentios, ele ainda carregava entre os judeus um forte aspecto espiritual. A Lei dada por Deus dizia em Deuteronômio 21.22,23 que “(…) qualquer que for pendurado num madeiro está debaixo da maldição de Deus (…)”. Paulo explicou em Gálatas 3.13 que “Cristo nos redimiu da maldição da lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: “Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro”.

                Ele sofreu a cruz que era sua e minha. Nós é que devíamos estar pendurados naquele madeiro.

                Jesus rejeitou qualquer possibilidade de diminuir a dor dos nossos pecados sobre ele. Quando tentaram lhe dar o vinho mistura do mirra, o que seria uma espécie de narcótico que iria anestesia-lo, Jesus rejeitou a bebida. Ele não podia, nem queria ficar inconsciente. A dor física que Jesus sentiu na cruz era terrível. A pessoa morria de câimbras, asfixia, hemorragia, fome e sede, dores terríveis eram sentidas pelos que morriam na cruz. Lembre-se que ele já havia sido espancado com açoites e com os espinhos da coroa.

                Ele passou por isso, para que a maldição que estava sobre nós fosse retirada. Ele sofreu o que você e eu sofreríamos. Ele é a prova do grande amor de Deus por nós.

                Ele foi para a cruz voluntariamente. A crucificação não foi uma condenação, mas um sacrifício. Ele se ofereceu para remover de nós a maldição. A maldição que condenaria você eternamente ao inferno foi retirada por Cristo, na cruz. Cristo é o amor de Deus encarnado. Mas apenas os que nele creem, podem usufruir desta bênção de salvação.

  1. 3.O AMOR DE DEUS NA CRUCIFICAÇÃO NOS REVELA QUE CRISTO SOFREU PELA SALVAÇÃO DOS PECADORES

25 Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. 26 E assim estava escrito na acusação contra ele: O REI DOS JUDEUS.

27 Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda, 28 e cumpriu-se a Escritura que diz: “Ele foi contado entre os transgressores”.

29 Os que passavam lançavam-lhe insultos, balançando a cabeça e dizendo: “Ora, você que destrói o templo e o reedifica em três dias, 30 desça da cruz e salve-se a si mesmo! “

31 Da mesma forma, os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei zombavam dele entre si, dizendo: “Salvou os outros, mas não é capaz de salvar a si mesmo. 32 O Cristo, o Rei de Israel… Desça da cruz, para que o vejamos e creiamos! ” Os que foram crucificados com ele também o insultavam.

                Além da dor física pela qual sofria todos os que estavam na cruz, para Jesus também havia a dor moral e espiritual. Jesus foi escarnecido como profeta (15.29) “”Ora, você que destrói o templo e o reedifica em três dias, 30 desça da cruz e salve-se a si mesmo! “, como salvador (15.31) “os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei zombavam dele entre si, dizendo: “Salvou os outros, mas não é capaz de salvar a si mesmo”, e como rei (15.32) “O Cristo, o Rei de Israel… Desça da cruz, para que o vejamos e creiamos!”. Ele foi crucificado entre dois ladrões como um criminoso. Isto foi um símbolo importante, pois sua vida inteira até a morte, ele sempre esteve acompanhado de pecadores. Ele foi zombado quando pregaram em sua cruz a acusação que o levou à morte (15.26). Ele foi insultado até mesmo por um dos ladrões (32).

                Pastor Hernandes D. Lopes, disse que Satanás tentou uma última cartada, para desviar Jesus de sua missão. Nas palavras dos versos 30,32. Satanás sempre tentou desviar Jesus da cruz. Agora faz sua última tentativa. O povo gritou para Jesus salvar-se a si mesmo (15.30) e os principais sacerdotes e escribas disseram-lhe: “Desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos” (15.32). Mas aqui se manifesta mais uma vez o grande amor de Deus por nós. Se Jesus salvasse a si mesmo não poderia salvar a nós. Se Ele descesse da cruz, nós desceríamos ao inferno. Mas porque Ele não desceu da cruz, nós podemos subir ao céu. Eles diziam: desce da cruz e creremos em ti. Nós dizemos: porque ele não desceu da cruz, nós cremos nele.

A morte de Jesus era absolutamente necessária. A grande razão de sua necessidade era esta: Jesus veio para falar com os homens do amor de Deus. Mais ainda, Ele próprio era o amor de Deus encarnado. E se tivesse rechaçado a cruz, se no final tivesse descido da cruz, teria significado que o amor de Deus tinha um limite, que havia algo que o amor de Deus não estava disposto a sofrer pelos homens, que havia uma linha além da qual o amor de Deus não podia ir.

Mas como Jesus percorreu todo o caminho e morreu na cruz, isto significa que o amor de Deus literalmente não tem limites, que em todo o universo não há nada pela qual o amor de Deus não esteja disposto a sofrer pelos homens, que não há nada, nem mesmo a morte em uma cruz, que o amor de Deus se recuse a suportar pelos homens. Quando olhamos à cruz, Jesus nos diz: “Assim vos ama Deus, com um amor ilimitado, um amor que suportará por vós qualquer sofrimento que a Terra tenha para oferecer.” Se tivesse descido da cruz não poderíamos crer neste amor, mas porque se negou a descer, cremos e nossas almas repousam no amor ilimitado de Deus. (Willian Barclay).

CONCLUSÃO:

                A crucificação de Jesus é a prova de que o amor de Deus por você não tem limites.

                O amor de Deus na crucificação nos revela que um mínimo de contato com Jesus é suficiente para transformar sua vida, porque Jesus retirou a maldição que nos condenava ao inferno eterno e sofreu a cruz para que pecadores como você e eu pudéssemos ser salvos.

                Mas um passo precisa ser dado por você. Arrepender-se e crer em Cristo.

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